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Ibovespa fecha em queda e dólar cai 0,48%

Na terça-feira, 20, o índice renovou a máxima histórica e fechou em alta de 0,44%, aos 140.243 pontos

 (Paulo Whitaker/Reuters Internet)

(Paulo Whitaker/Reuters Internet)

Publicado em 21 de maio de 2025 às 10h14.

Última atualização em 21 de maio de 2025 às 17h35.

Depois de bater a máxima histórica e romper o patamar dos 140 mil pontos da véspera, o Ibovespa fechou em queda de 1,59%, aos 137.881 pontos, após oscilar entre 137.538 e 140.108 pontos.

Destaque para as ações da Petrobras (PETR4), que aram para o terreno negativo, e ajudaram a pressionar o índice. Os papeis caíram 1,15% nesta quarta. Já as ações da Gol (GOLL4) subiram 36,27%. Os investidores reagiram à notícia de que a Justiça dos Estados Unidos aprovou o plano de reestruturação da companhia aérea. Ontem, os papéis da empresa fecharam com valorização de 12,09%.

O dólar fechou em queda de 0,48% e cotado a R$5,6422. O DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, caiu 0,40%.

Ibovespa hoje

  • IBOV: 1,59%, aos 137.881 pontos
  • Dólar hoje: R$ 5,6422, queda de 0,48%

No radar hoje

No Brasil, o foco segue voltado para o cenário fiscal, na véspera da publicação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que deve detalhar o esforço do governo para evitar um bloqueio de recursos. A equipe econômica está dedicada aos últimos ajustes nas medidas fiscais.

O Banco Central publica à tarde o fluxo cambial semanal. Já às 18h, Nilton David, diretor do BC, participa de um seminário promovido pela FGV.

Já no cenário internacional, o destaque é a reunião dos ministros das Finanças do G7, que ocorre no Canadá. As discussões devem abordar temas como estabilidade econômica global, financiamento climático e tensões geopolíticas.

Mercados internacionais

A preocupação dos investidores aumentaram nos Estados Unidos, depois que um leilão decepcionante de títulos do Tesouro acelerou uma liquidação no mercado de dívida. A demanda pelo leilão de títulos de 20 anos veio abaixo do esperado, com o mercado pedindo prêmios elevados para absorver os bônus do Tesouro americano, contribuiu para a tensão no mercado. Os principais índices fecharam em queda: o S&P 500 caiu 1,61%, o Dow Jones perdeu 1,91%, enquanto o Nasdaq-100 caiu 1,41%.

Na Europa, as bolsas encerraram o pregão sem direção única. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,06%.O DAX, de Frankfurt, avançou 0,36%. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,40%. Em Milão, o FTSE MIB teve leve alta de 0,07%.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, 21. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,45%, enquanto o CSI 300, que reúne as ações mais negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,47%.

O Kospi da Coreia do Sul subiu 0,91%, apoiado por promessas do governo de ampliar o apoio aos setores de biotecnologia e automóveis, que podem ser diretamente impactados pelas tarifas norte-americanas. Já na Austrália, o S&P/ASX 200 teve alta de 0,52%. No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,61% após dados oficiais mostrarem que o PIB japonês encolheu 0,7% no primeiro trimestre.

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